Quinta-feira, Julho 02, 2009

Amendoíns outra vez!

Pronto, começaram as notícias sobre o futebol e começo eu a ferver! Será fervura em pouca água? Veremos.
André Almeida e Pelé, dois jovens da cantera, o último ainda sem contrato de profissional, já estão prometidos ao FC Porto! Direito de opção, o que na prática é a mesma coisa. Vamos repetir a cena ‘Rolando’?!
Teóricamente, direito de opção significa que o Porto pode cobrir, igualando, a melhor proposta que fizerem pelos rapazes. Isto na vigência do contrato que os liga ao Belenenses.
Mas na prática é tudo ao contrário – os rapazes interiorizam que são (potenciais) jogadores do FC Porto e comportam-se como tal. Vão rodando no Belenenses e no caso de serem mesmo bons, quando chegar a altura de renovarem novamente, antes de darem o salto, estão-se nas tintas para os interesses do clube formador/vendedor e só pensam em facilitar a transacção ao clube comprador. Isto é dos livros.
Os nossos dirigentes, por seu turno, também interiorizam que só é possível negociar nestas condições e preparam-se para trocar ouro por amendoíns. À semelhança dos índios da América do sul perante os conquistadores espanhóis!
Assim nunca conseguiremos vender uma ‘truta’ no mercado europeu. Talvez ganhemos uns trocos se Porto, Benfica, ou Sporting, ganharem uns milhões na venda do jogador que formámos!
Até nisto a união europeia é uma mentira. Porque não é para todos. Para os pequenos não é de certeza. Para os anjinhos também não.

Saudações azuis.

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Desportivamente falando…

Nas quatro linhas está a verdade desportiva, ao menos, a verdade desportiva a que temos direito. Ninguém gosta e eu não gostaria de saber que aquele jogo que vejo, que testemunhei, possa vir a ter um resultado diferente na secretaria. Independentemente dos erros do árbitro ou dos acasos que passaram despercebidos.
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Questão diferente é a posterior verificação de fraude (sempre premeditada) e cuja existência terá condicionado o resultado da partida. Sirva de exemplo o que (não) aconteceu no Futsal: - se o Ricardinho tivesse sido expulso no jogo anterior (como deveria ter sido) não jogaria a finalíssima. Mas se mesmo assim o Benfica o pusesse a jogar era evidente para todos que a verdade desportiva estava a ser atraiçoada. Mesmo que nas quatro linhas o Ricardinho tivesse marcado vinte golos e feito uma exibição de sonho.
E ainda que todos, excepto o reclamante, desconhecessem o hipotético impedimento do Ricardinho.
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Dei este exemplo, mas podia ter dado o exemplo do ‘Caso Mateus’. Para quem não se lembra foi um jogador que alinhou pelo Gil Vicente estando impedido de o fazer e sabendo o Gil Vicente que Mateus não podia jogar. Uma fraude, portanto.
Mas também podia dar o exemplo dos jogos entre equipas com salários em atraso quando defrontam equipas com salários em dia… se houvesse uma norma que punisse tempestivamente tal prática.
Mas não há.
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O que existe agora são um conjunto de pressupostos para um clube se inscrever nas competições profissionais organizadas pela Liga. E assim, é a Liga que decide quem está em condições de competir na época de 2009/2010. E decidiu excluir o Estrela da Amadora. Como o Belenenses ficou em 15º lugar no campeonato anterior é ele quem tem o direito de ocupar a vaga em aberto. Não há aqui benefícios nem prejuízos, é tudo muito claro e automático.
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As únicas coisas que podemos comentar (a título histórico e não só) são outras:
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1. O golo de William (Paços de Ferreira) que a poucos minutos do fim deu vantagem ao Belenenses em desfavor do Trofense.
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2. E o campeonato miserável que fizemos, indigno dos nossos pergaminhos, os responsáveis por esta situação e pelo acentuado declínio do Clube.

E não há Futsal que nos valha.

Saudações azuis.

Terça-feira, Junho 30, 2009

Belenenses de primeira

A LPFF recusou a inscrição do Estrela da Amadora e convidou o Belenenses a participar na Liga Sagres.
Venceu desta vez a verdade desportiva, algo que é raro neste pobre País onde poucos entendem qual é o seu significado. De facto, como tenho vindo a insistir, este campeonato é mentiroso do princípio ao fim, está ao serviço dos interesses dos três 'clubes do estado' e do regime político vigente. Como sempre acontece nestas circunstâncias o futebol serve de biombo à entrada de toda a espécie de arrivistas, de toda a espécie de cumplicidades, sem que ninguém se atreva a pôr-lhes cobro.
Por isso a fraude e a mentira vão continuar apesar de aqui e ali surgirem umas quantas decisões aparentemente em sentido contrário. Mas não se iludam, que isto é só fogo de vista. E quando muitos afirmam que o Belenenses é um clube a abater, dizem a verdade, mas não pelos motivos que normalmente invocam. Somos um clube a abater como qualquer um que faça sombra aos interesses instalados, e queira ao mesmo tempo preservar a sua independência. Isto é intolerável para os donos da bola que, nestas 'repúblicas de bananas', coincidem com os donos do regime.
Olhemos agora para dentro, corrigindo os erros que não podemos voltar a cometer, e sigamos o nosso destino que foi traçado para ganhar mais vezes do que perder.
Estamos na primeira divisão e de lá não podemos sair.
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Saudações azuis.

On-line

(Empréstimos e empréstimos)

Vamos primeiro aos empréstimos – leio nos jornais que o Benfica vai recorrer aos empréstimos bancários (deve ser a primeira vez!) para comprar jogadores e segurar os que tem. Rui Costa diz que o Benfica tem crédito e eu acrescento – ilimitado.
Uma pergunta curiosa: - quando será que a Liga, em nome da concorrência desleal, limita passivos (e engenharias financeiras) por forma a moralizar e credibilizar o campeonato. Numa palavra – para quando a democratização do campeonato?!

Os outros empréstimos referem-se aos jogadores emprestados pelos ‘clubes do estado’ aos outros clubes e cuja principal consequência é o efeito satélite, transformando o campeonato numa competição suspeita e prolongando uma ficção que é o próprio campeonato dos ‘três mais treze’!
Leio nos jornais que na assembleia da Liga as teses de Benfica e Porto se degladiaram ficando a questão adiada para o próximo ano!
E a Liga não tem uma tese própria? Ou é papel de embrulho!


(Futsal)

Disputa-se hoje a finalíssima em casa do adversário e leio nos blogues azuis o clamor do costume sobre as arbitragens, pondo em causa a própria credibilidade do respectivo campeonato. Ora bem, se achavam que era assim não participavam, como aliás já por várias vezes defendi. Mas uma vez que decidiram participar não me parece boa ideia este tipo de intervenção que acaba por desmoralizar os nossos jogadores ou dar-lhes um pretexto para justificarem erros e desatenções. É preciso que fique claro que perdemos o último jogo por nossa exclusiva responsabilidade quando tinhamos o pássaro na mão.
Portanto, e para logo, vamos jogar como um bloco, cerrando os dentes, de forma adulta e sem esperar que o árbitro marque faltas a nosso favor.
Afinal acreditamos ou não acreditamos nos árbitros?!

Saudações azuis.

Domingo, Junho 28, 2009

Violência gratuita!

Está na moda e vale tudo!
Seja em que modalidade for, o público é uma expressão (e uma realidade) que já não existe em Portugal. Foi substituída por claques e outras associações de indivíduos que ocupam os recintos desportivos, e a partir daí, sob o pretexto de que vão apoiar a sua equipa, transformam ou tentam transformar os espectáculos em demonstrações de força ou palcos de guerra!
Perante isto, o público fica em casa a ver o jogo na televisão ou pura e simplesmente desinteressa-se, preferindo ir com a família ao cinema ou a outro sítio qualquer.
O curioso disto tudo é que ainda há gente que não percebeu o que está a acontecer! E continua a incitar sócios e adeptos a vestirem cota de malha e armadura a fim de enfrentarem o 'inimigo' no próximo jogo... do calendário! O programa inclui ou pode incluir, ameaças e perseguições, petardos, apedrejamento de pessoas e bens, ou a surpresa de uma carga da polícia de choque!
Quem é que resiste a um convite destes?!
Atrasados como sempre da Europa civilizada estamos agora a viver um hooliganismo serôdio quando os seus inventores já acabaram com isso. Em nome do público, claro.

Futsal – Foi pena não termos aproveitado a oportunidade para sermos já campeões. Ainda por cima entrámos bem na partida, chegando aos três a zero rapidamente.
Com o Benfica muito cedo carregado com cinco faltas. Veio então aquilo que já julgávamos erradicado da equipa – desconcentração, sobranceria (Diego Sol a facilitar), e o Benfica reduz. Anima-se e chega ao empate ainda na primeira parte. Na segunda parte, mais despertos, equilibrámos o jogo até ao duplo erro de Cary e Marcão! Um erro clamoroso.
Desfeita a igualdade a favor do Benfica (3-4), sofremos um quinto golo num livre indefensável. Mas poderíamos ter reacendido a esperança se Renato não falha uma grande penalidade por mão de Ricardinho. Ficou um cartão por mostrar!
A partir daqui tornou-se difícil dar a volta ao jogo.
A finalíssima joga-se agora na Luz e pode ser que aconteça uma alegria!


Saudações azuis.

Sábado, Junho 27, 2009

Um dos gorduchos apoia o Estrela!

A fábula já a contei e representa o campeonato português: - são três porquinhos gorduchos, com botas cardadas, que se entretêm a ‘jogar’ contra treze porquinhos famélicos, descalços, seus humildes escravos, agradecidos e obrigados!
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Não contente com a situação, e porque não tinha nada em que ‘pensar’, um dos gorduchos (verde) desenvolve hoje, num pasquim qualquer, uma tese favorável a esta nova ‘SAD do Estrela da Amadora’! Uma nova trapaça que nem no terceiro mundo seria aceite!
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Na base do sinuoso raciocínio, milita a célebre verdade desportiva, no sentido estrito da fábula que enunciei! Não admira que o eminente ‘porquinho’ (sem ofensa, é claro) ache admirável uma competição onde uns são obrigados a pagar os salários aos jogadores e outros não!

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Mal habituado, não entende a concorrência desleal, nem quando um seu correligionário, presidente da Câmara de Lisboa (em rota para Belém) balbucia frases como esta: - ‘tudo o que a Câmara der ao Benfica, também tem que dar ao Sporting’!

O Belenenses, coitado, pertencente à mesma edilidade, concorrente no mesmo campeonato, continuou a jogar descalço.
Em nome da verdade desportiva, digo eu!

Saudações azuis.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

As loucuras do passado!

Vamos acabar com as loucuras do passado… disse o presidente!
As loucuras do passado e as loucuras do presente pertencem ao mesmo fado… que só o fado consente!
Mas a primeira loucura que é preciso acabar é o ‘sobe e desce’ permanente!
Não acha, Senhor Presidente?!

E agora sem rimas:

1. Não é possível continuarmos a competir se não houver igualdade de condições. Ou seja, não podemos ter loja aberta, pagar impostos, e sofrermos a concorrência dos vendedores ambulantes estacionados à nossa porta!
2. Um dos aspectos que mais contribui para a concorrência desleal no nosso campeonato é o mercado de empréstimos de jogadores oriundos dos chamados três grandes, a quem prefiro chamar simplesmente - ‘clubes do estado’.
3. E das duas uma: ou a Liga limita fortemente a folha salarial de Porto, Benfica e Sporting, impedindo a montante o efeito satélite que a actual situação provoca. Ou então, limita ou exclui a possibilidade de empréstimos de jogadores por parte de clubes que participem no mesmo campeonato.
4. Fora deste quadro, vamos continuar com a suspeição, com o cambalacho, com os clubes fantasmas, uma Liga a fingir onde só três clubes contam.

Nas circunstâncias descritas também não é possível existir o voto livre e independente nas assembleias, quer da federação quer da liga, o que tudo somado ou subtraído configura uma situação caricata, pior que o terceiro mundo! Pior, porque todos fazem de conta que não é assim, incluindo a ‘tutela’, com a desculpa da ‘liberdade associativa’. Tudo com aspas, obviamente.

Cabe ao Belenenses, e estou farto de o repetir, denunciar esta situação de forma permanente e construtiva. Não pode é ficar calado na esperança de passar nos intervalos da chuva, porque não vai passar. Até porque mais tarde ou mais cedo (e vai ser mais cedo do que se pensa) o Estado vai ter que intervir. Por um lado, deixando de fomentar a concorrência desleal pelas ajudas (em regime de excepção) que presta aos três clubes do costume. E por outro lado, também vai ter que intervir porque o futebol português está falido.
Tal como o País.
E é só neste âmbito que faz algum sentido dizer que não podemos entrar em loucuras.
Nem nós, nem ninguém.

Saudações azuis.

Nota básica: - Outro dos aspectos que não foquei mas que configura forte concorrência desleal tem a ver com as transmissões televisivas. Mas este problema decorre muito do facto que mencionei acima: - a falta de liberdade da maioria dos clubes na hora de votarem a favor dos seus interesses. A maioria esmagadora funciona sob o jugo dos grandes. E voltamos à pescadinha de rabo na boca.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Concorrência desleal

Em poucas palavras, sem deixar dúvidas, o Presidente da Federação Inglesa de Futebol explicava o sucesso do futebol inglês: - a federação e a liga centralizam o negócio das transmissões televisivas, vendem os respectivos direitos num único pacote, conseguindo assim o melhor preço. E asseguram depois uma justa redistribuição dos proventos. O princípio que vigora no campeonato mais rentável do mundo é simples – todos os concorrentes têm a mesma importância para o sucesso do negócio! Ou dito de outra maneira – ninguém joga sozinho.
Por outro lado, também esclareceu que era impensável a existência de clubes com salários em atraso! Isso seria matéria para sanção disciplinar e desportiva imediata, prevenindo deste modo a concorrência desleal.
E não era preciso dizê-lo porque quando se trata de garantir as regras do jogo, no seu verdadeiro sentido, a federação e a liga inglesas cumprem as normas estabelecidas com todo o rigor e sem olhar ao nome dos clubes. Que o diga o nosso Zé Mourinho quando, fora da época das transferências, tentou aliciar um jogador de um clube rival! Mal habituado teve que meter a viola no saco.
Afinal a receita não é difícil de copiar o que prova que só somos pobres e incapazes porque queremos.
Passo portanto a palavra ao Madaíl e ao Hermínio. Mas será que eles querem usar dela para mudar alguma coisa?!

Saudações azuis.